Olhar Caminha do Monte de Santo Antão, é o fascínio da água e da luz, no doirado da iluminura da bela praça quinhentista (Praça Conselheiro Silva Torres).
O centro histórico da vila, com o chamado "Chafariz do Terreiro", construído no ano de 1517 e obra do exímio canteiro João Lopes O Velho; os Paços do Concelho, abertos nos baixos em arcaria e com um belíssimo tecto em castanho (salão nobre), formado por 32 caixotões alveolares e apurados lavores de talha (séc. XVI), proveniente do sub-coro da matriz. Mesmo ao lado, a Torre do Relógio, monumento medieval da antiga cerca defensiva da vila (as antigas Portas de Viana).
Ainda na Praça, será justo destacar a "Casa dos Pitas", dos meados do séc. XVII (estilo manuelino tardio), velho solar com ameias e merlões chanfrados que coroam a fachada lateral, com portas e janelas de secção quadrangular. 
Seguindo pela Rua Direita (antiga Rua do Meio), não sabemos mais o que admirar: se a beleza das ruas estreitas em lagedo, se a singularidade das moradias a revelarem fachadas artísticas, varandas, com elementos arquitecturais interessantíssimos.
É ao fundo desta rua que encontramos a belíssima Igreja Matriz. Renascentista plateresca com abside ogival de silhagem semelhante à da Sé de Braga. Tem três naves e uma única torre (belo exemplar da arte românica tardia, semelhante a muitas que se vêem pela Estremadura e Castela-à-Velha), obra do mestre biscainho e castelhano Tomé de Tolosa (1488), continuada por Pero Galego.
São notáveis: a porta principal, com arquivolta de meio ponto, enquadrada num alfiz, com desenhos platerescos; o portal do lado sul (por onde aliás se fazia a serventia do pessoal da vila), enquadrado por pilastras, sobrepostas por uma banda, entre molduras, com quatro edículas nas quais se vêem a imagem de S. Marcos e S. Lucas, ladeados por S. Pedro e S. Paulo. No interior, para além dos azulejos dos séculos XVII e XVIII, salienta-se o magnífico tecto de mudéjar de "par e nó" de madeira de bordo, obra do entalhador Francisco Munoz, de Tuy. Entretanto, e já no exterior, não poderemos deixar de admirar a platibanda onde o canteiro não quis deixar de, voltadas para a Galiza, apresentar duas curiosas gárgulas (goteiras), sobretudo, uma de cócoras !… 
Mas não nos ficamos por aqui. No ano de 1539, diz a lenda, que os pescadores da Ínsua ao lançarem as redes ficaram perplexos, quando em vez do saboroso marisco e pescado, lhes ter aparecido um enorme caixão, que a custo levaram para a praia.
Desconfiados e surpresos, a medo, partiram as tábuas. E, milagre, dentro estava uma escultura de Jesus Cristo, que sobressaía entre cálices de prata e paramentos de seda e damasco. Diz a tradição que esta imagem terá vindo dos lados de Inglaterra, lançada ao mar pelos luteranos do norte, obcecados no seu puritanismo.
Institui-se, então, o culto do Senhor Jesus dos Mareantes, a 27 de Dezembro, com capela própria. E a imagem do Ecce-Homo ainda hoje é venerada pela importante Confraria dos Mareantes, com festa rija no mês de Agosto.