Português English  
Home
Sobre a RTAM
O Alto Minho
Apoio ao Investidor Notícias
Produtos Turísticos
Centro de Congressos
Alojamento Turístico
Arcos de Valdevez
Barcelos
Caminha / V.P. Âncora
Esposende
Melgaço
Monção
Paredes de Coura
Ponte da Barca
Ponte de Lima
Terras de Bouro / Gerês
Valença
Viana do Castelo
Base de Dados da RTAM
Arquivo Histórico
Publicações
Links de Interesse
Notícias
Romaria de Nossa Senhora da Peneda
1 a 8 de Setembro 2005

A Peneda era uma das "Brandas" que o povo do Soajo tinha pela serra. Por sua vez, o tombo de Castro Laboreiro em 1565 e ao falar da Peneda, menciona os nomes ermitão e rio do ermitão. Foi neste sítio que apareceu a milagrosa imagem da Senhora da Peneda ou das Neves. Duas versões típicas do "fantástico" do Alto Minho coabitam na tradição castreja.1ª versão: Em 5 de Agosto de 1520, a uma pastorinha da Gavieira quando andava com suas "rezes", a pareceu a Senhora. E seu "recado" foi:

  • Vai à Gavieira e diz a teus pais que muito desejo me ergam aqui uma ermida!

  • Estás tonta, rapariga (?) responderam os pais!

Voltou a pastorinha à "branda" e engongada lá deu a resposta à Senhora!

  • Não desanimes! Vais agora a Rouças e traz-me aqui a Domingas Gregório!

  • Como, disse o Maioral, se ela está entrevadinha há mais de dezoito anos!

  • Mas foi, repetiu a pastorinha, foi esse o "recado" da Senhora; "traz-me a Domingas Gregório para que nela cobre perfeita saúde".

Assim fez Juiz e Zelador. E diz o povo que Domingas, ao ver a Senhora, ficou livre e sã de todos os achaques que padecia!2ª versão: Muito semelhante à do "Santojinha" da Serra d’Arga (o Santo feito à pressa), diz-nos que a imagem de Nossa Senhora da Peneda teria sido encontrada por um criminoso natural de Ponte de Lima. Arrependido, permitiu-lhe a Senhora o Dom de a Ter descoberto e de a manter consigo depois de tantos anos estar oculta. É de cor morena e o corpo, menos de palmo, com o Menino Jesus no braço. De pedra, foi mais tarde substituída por outra de madeira e que, actualmente, se venera. A imagem de granito, dizem, foi roubada entre 1927 e 1936!

Voltemos à história!

Não há dúvida que foram muitos os cristãos que na invasão sarracena (Séc. VIII), esconderam os seus tesouros e imagens para não serem profanados. Que o topónimo ermitão e o rio de Ermitão tem algo a dizer, sobre a possibilidade da existência de uma ermida naquele lugar, tem.

Fosse como fosse, e respeitada a tradição, não há dúvida de que a devoção à Senhora da Peneda irradiou por todo o Minho, com a designação da Senhora das Neves na Segunda metade do Séc. XVI.

Ao longo do Séc. XVIII construíram-se mais quatro capela e uma VIA SACRA com treze estações. Em 1857 foi inaugurado pelo Padre Manuel Feliz Silvério Cerqueira, abade do Gerês, o escadório monumental, imitação do Bom Jesus, de Braga. Foi Francisco Barreiros, de Barbeita (arquitecto da nova Ponte do Mouro e do Pedro Macau), o escultor das estátuas que se levantam majestosas no escadório e que dão pelos nomes de Fé, Esperança, Caridade e Glória. Novo pórtico, os dos "Evangelistas" e, depois, já no terreiro, os quartéis e as "casas" da confraria. Por um escadório final de lanços duplos chega-se ao templo com duas torres na fachada.

Dentro, e a meio da tribuna do altar-mor, a imagem pequenina de Nossa Senhora da Peneda a contrastar com o monumental Santuário.

Nos outros altares, entre outras imagens: Santa Ana ensina Maria a ler. De pé, Joaquim contempla extasiado (alguns romeiros pegam na imagem de Maria Menina e tocam com ela na cabeça dos filhos "para aprenderem"); a Sagrada Família (de chapéu), em estilo maneirista; o aparecimento da Senhora das Neves ao criminoso de Ponte de Lima. Ao lado, um ex-voto de homem do mar, quem sabe do Portinho da Praia d’Âncora e da Senhora d’Abonância, que tantas afinidades tem com a Peneda.

"Não fazemos programa - é a Senhora da Peneda, e, por tradição, todos vêm cá", "Vêm à novena, que se realiza às nove horas da manhã e abre a romaria, que termina no dia oito.". A maior parte dos peregrinos fica nos cartéis que a Confraria, agora, com a ajuda do Programa PITER transformou em Albergue de Peregrinos e ainda um remodelado hotel e restaurante sem perderem a sua traça e características de "casas de peregrinos".

No dia 2, é o Sagrado Lausperene, com o Santíssimo Exposto...

No dia 6, é a procissão eucarística, às 5 da tarde, descendo a escadaria e voltando ao Santuário, com benção dada do coro.

No dia 7, é a procissão de velas, terminando no dia 8, com a Festa de Nossa Senhora da Natividade, com missa "instrumental" e procissão do "Adeus", às 11 horas.

A parte lúdica da festa traz-nos as cantigas ao desafio, as concertinas, a música popular. Calcula-se que serão várias as centenas de concertinas e cantadores ao desafio que nas noites de 6 para 7 e 7 para 8 irão demandar as terras da Peneda. Inevitavelmente a gastronomia faz parte também da romaria. E se alguns, muitos, levam o bem recheado farnel, outras há que, abancando nas diversas tascas e restaurantes saboreiam o delicioso "Pica no Chão", o Cabrito do Soajo, tenro dos retonços do Mezio, com ervas aromáticas destas paisagens; mas, também, o arroz de feijão com a posta da vitela Barrosã; ou os enchidos e fumados caseiros; os queijos frescos e os capitosos vinhos verdes ou, ainda, os saborosos doces, sobremesas tradicionais – Charutos de Ovos e os não menos conhecidos Rebuçados dos Arcos!... Sem esquecer as tortilhas e as empanadas ou mesmo o lacon com grelos dos nossos amigos galegos.

Enfim, uma variedade enorme de saborosos petiscos que nós aconselhamos na sua ida à Senhora da Peneda.ITER transformou em Albergue de Peregrinos e ainda um remodelado hotel e restaurante sem perderem a sua traça e características de "casas de peregrinos".

No dia 2, é o Sagrado Lausperene, com o Santíssimo Exposto...

No dia 6, é a procissão eucarística, às 5 da tarde, descendo a escadaria e voltando ao Santuário, com benção dada do coro.

No dia 7, é a procissão de velas, terminando no dia 8, com a Festa de Nossa Senhora da Natividade, com missa "instrumental" e procissão do "Adeus", às 11 horas.

A parte lúdica da festa traz-nos as cantigas ao desafio, as concertinas, a música popular. Calcula-se que serão várias as centenas de concertinas e cantadores ao desafio que nas noites de 6 para 7 e 7 para 8 irão demandar as terras da Peneda. Inevitavelmente a gastronomia faz parte também da romaria. E se alguns, muitos, levam o bem recheado farnel, outras há que, abancando nas diversas tascas e restaurantes saboreiam o delicioso "Pica no Chão", o Cabrito do Soajo, tenro dos retonços do Mezio, com ervas aromáticas destas paisagens; mas, também, o arroz de feijão com a posta da vitela Barrosã; ou os enchidos e fumados caseiros; os queijos frescos e os capitosos vinhos verdes ou, ainda, os saborosos doces, sobremesas tradicionais – Charutos de Ovos e os não menos conhecidos Rebuçados dos Arcos!... Sem esquecer as tortilhas e as empanadas ou mesmo o lacon com grelos dos nossos amigos galegos.

Enfim, uma variedade enorme de saborosos petiscos que nós aconselhamos na sua ida à Senhora da Peneda.

2005-08-30
Imprimir Voltar
Contactos Fale Connosco Mapa do Site
Programa de Incentivos à Modernização da Economia Turismo de Portugal Visit Portugal
Região de Turismo do Alto Minho - Castelo Santiago da Barra - 4900-360 Viana do Castelo - Portugal
Tel: +351 258 820 270 Fax: +351 258 829 798 - E-mail: info@rtam.pt
Melgaço Monção Valença Paredes de Coura Vila Nova de Cerveira Caminha / V.P. Âncora Viana do Castelo Esposende Barcelos Ponte de Lima Terras de Bouro / Gerês Arcos de Valdevez Ponte da Barca